No dia 18 de novembro, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) participará da Conferência Internacional sobre Biocombustíveis: Os Biocombustíveis como Vetor do Desenvolvimento Sustentável (Biofuels 2008), que estará ocorrendo no Hotel Grand Hyatt, em São Paulo, como noticiado na edição anterior das Notícias da ABC.

A Sessão Especial organizada pela ABC discutirá o papel da pesquisa científica na área dos biocombustíveis, das 18h às 20h. Participarão do debate os Acadêmicos João Alziro Herz da Jornada (moderador), Carlos Henrique de Brito Cruz, e os convidados Mohamed Hassan (relator; matemático e diretor-executivo da TWAS), Edward A. Hiler (engenheiro agrícola da Texas University), Richard Murphy (do Departamento de Ciências Biológicas do Imperial College of Science, Technology & Medicine, em Londres) e Udipi Shrinivasa (engenheiro aeronáutico do Indian Institute of Science).
     
ABC nos 25 anos da TWAS

A eleição de 2008 para novos membros da Academia de Ciências do Mundo em Desenvolvimento, ocorrida em reunião no México comemorativa dos 25 anos da entidade, contemplou sete brasileiros dentre os 41 eleitos.

 

ABC no Workshop do CGEE

O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos promove o evento Cooperação Internacional na Era do Conhecimento entre os dias 17 e 20/11, no Hotel Rio Othon Palace, no Rio de Janeiro, que contará com a participação de Acadêmicos.

     

Workshop Brasil-Índia sobre Doenças Infecciosas

A ABC promoveu entre 3 e 5/11 workshop sobre doenças infecciosas, dentro do acordo Brasil-Índia firmado pelos respectivos Ministérios da C&T, representando os governos dos dois países.
 

Workshop IANAS sobre Energia

O evento realizado em Buenos Aires pela Rede Interamericana de Academias de Ciências entre 30 e 31/10 discutiu a implementação de ações práticas adequadas às realidades regionais.

     

Prêmio L'Oréal Unesco For Women in Science 2009

A Acadêmica Beatriz Barbuy foi premiada por sua obra científica, assim como quatro pesquisadoras dos outros x continentes, que tiveram a melhor candidata da área de Ciências Atmosféricas também premiada.

 

Obituário da Acadêmica Thereza Kipnis

Pesquisador do National Institute of Allergy and Infectious Diseases em Maryland, Alan Sher, enviou mensagem referente ao falecimento da grande representante da comunidade brasileira de Imunologia.

     

Mudança do clima, Estado e Prêmio Nobel

O Acadêmico Luiz Pinguelli Rosa afirmou que não podemos controlar os fenômenos naturais como a atividade solar e que, portanto, nos resta controlar os sociais, pelo princípio de precaução.

 
Acadêmico novamente na direção do CBPF

O Acadêmico Ricardo Galvão renovou por mais quatro anos seu mandato à frente do CBPF, sendo o primeiro dirigente do CBPF a ser escolhido através do processo de comitê de busca do MCT.

     
Desvendando o percurso intracelular das proteínas

O Acadêmico Wanderley de Souza publicou artigo em que afirma que grandes avanços da Biologia contemporânea têm sido relacionados ao entendimento do processo de codificação existente na molécula do ácido nucléico.

 
Oito anos do Portal de Periódicos da Capes

Solenidade em Brasília no dia 11/11 contou com a assinatura de contratos com editores internacionais e com o anúncio das novidades do Portal para 2009, como o lançamento de uma web TV para o treinamento de usuários.

     
   
   contato nabc@abc.org.br
Notícias da ABC - Ano II - nº 49 - 17 de novembro de 2008 
 
 

Responsável:
Elisa Oswaldo-Cruz - elisa@abc.org.br

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ABC nos 25 anos da TWAS

A Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento (TWAS), comemorou 25 anos de existência com uma grande conferência na Cidade do México, entre 10 e 13 de novembro corrente, intitulada TWAS 19th General Meeting and 25th Anniversary Celebration.

A Academia foi fundada em 1983 na cidade de Trieste, Itália, pelo grande cientista Abdul Salam, detentor do Prêmio Nobel de Física 1979, visando à promoção da ciência e dos cientistas dos países em desenvolvimento (na época denominados países do Terceiro Mundo). Desde seu início, dela participaram Acadêmicos da ABC, em número crescente. Dentre os seus membros fundadores estavam Carlos Chagas Filho, Crodowaldo Pavan, Johanna Döbereiner. A seguir, tornaram-se membros da TWAS César Lattes, José Leite Lopes, Juan Giambiaggi, já falecidos; Sérgio Mascarenhas, que muito interagiu com Salam, Maurício Peixoto, dentre muitos outros.

O evento foi aberto por seu presidente Jacob Palis, também presidente da ABC, e contou com a presença da ministra de Educação Pública, Josefina Vazquez Mota, representando o presidente do México, Felipe Calderón; da conselheira do Ministério Italiano de Assuntos Internacionais, Barbara Bregato; do diretor-geral adjunto da Unesco, Marcio Nogueira Barbosa,; da presidente da Academia Mexicana de Ciências, Rosaura Gutierrez; e o diretor-geral do Conselho nacional de Ciência e Tecnologia do México (Conacyt), Juan Carlos Romero Hicks.

Palis agradeceu o apoio da Itália à TWAS, que tem sua sede em Trieste desde que foi fundada; a supervisão administrativa da Unesco, instituição que colabora com diversas iniciativas relacionadas à promoção de C&T no mundo em desenvolvimento; à comunidade científica e ao governo do México, pela generosa acolhida e apoio à celebração dos 25 anos da TWAS. Agradeceu também ao governo brasileiro e aos governos da Índia e da China pela grande contribuição que têm dado ao fundo de apoio da TWAS.

O presidente da TWAS e da ABC destacou que o crescimento da C&T nos países em desenvolvimento no último quarto de século não tem precedentes. “Hoje, a comunidade científica do Sul publica 20% dos artigos de periódicos internacionais de alto nível, número esse que está em crescimento contínuo.”

Palis garantiu que Brasil, China, Índia, México e Chile, entre outras nações do Sul, estão progredindo expressivamente em áreas como Biotecnologia, nanotecnologia, Ci6encia de Materiais, Tecnologia da Informação, Fármacos e Biocombustíveis. Para ele, os desafios dos países membros da TWAS envolvem descobrir como evoluir a partir do progresso atingido até agora, como garantir que a excelência e o conhecimento adquiridos possam ser multiplicados. “É importante ressaltar que é um princípio da TWAS possibilitar que países do Sul relativamente mais desenvolvidos compartilhem a responsabilidade de promover ciência de qualidade nas nações menos privilegiadas. Esse é um de nossos principais focos para os próximos anos”, afirmou Palis.

Presença brasileira

Mais uma vez foi marcante a presença brasileira, através dos membros da ABC. Dentre os laureados com prêmios da TWAS estão os Acadêmicos Lucia Mendonça Previato (Biologia), Paulo Artaxo (Ciências da Terra) e Sergio Pena (Ciências Médicas). No ano passado, a Acadêmica Beatriz Barbuy recebeu o Trieste Science Prize 2008.

Em outra cerimônia, o presidente Jacob Palis deu posse a seus novos membros, eleitos em 2007, dentre os quais os seguintes Acadêmicos da ABC: Elibio L. Rech (Agricultura), Iván Izquierdo (Neurociências), Marco Antonio Zago (Ciências Médicas e da Saúde), Nelson Maculan (Engenharia), Maria José Pacífico (Ciências Matemáticas), Beatriz Barbuy e João Steiner (Astronomia).

Finalmente, foram eleitos para a TWAS em 2008 os seguintes Acadêmicos: na área de Biologia Celular, Molecular e Estrutural, Lucia Mendonça Previato, da UFRJ; em Sistemas Biológicos, Carlos Medicis Morel, da Fiocruz; nas Neurociências, Vivaldo Moura Neto, da UFRJ; na área de Ciências Médicas e da Saúde, Sergio Danilo Junho Pena, da UFMG; nas Ciências da Engenharia, Carlos José Pereira de Lucena, da PUC-Rio; nas Ciências Matemáticas, Ruy Exel Filho, da UFSC; na área de Física, João Alziro Herz da Jornada, do Inmetro. O Acadêmico Sergio Rezende foi agraciado com a TWAS Medal Lecture, que será entregue junto com os outros prêmios, na próxima conferência daquela Academia que terá lugar na África do Sul, de 22 a 26 de novembro de 2009. Outro ponto alto do evento foi a programação de palestras e simpósios de natureza científica. Um relato desta programação será feita no próximo número de Notícias da ABC.

(Notícias da ABC, 17/11)
 
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ABC no Workshop do CGEE


O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) promove workshop entre os dias 17 e 20/11, no Hotel Rio Othon Palace, no Rio de Janeiro. O objetivo é debater diretrizes e perspectivas das políticas e ações de cooperação internacional em ciência e tecnologia, a partir do entendimento do cenário atual e dos desafios futuros aí colocados. Trata-se de uma reunião de trabalho de alto nível, com participação de convidados selecionados por sua atuação e contribuição sobre o tema.

As discussões estarão estruturadas em cinco painéis temáticos, com os seguintes palestrantes:

18/11 – 3 a feira – 9:00 às 12:00h
Cooperação internacional em C&T no novo quadro geopolítico mundial
Rasigan Maharajh (Tshwane University of Technology)
Jorge Grandi (Unesco/Mercosul)
José Eduardo Cassiolato (UFRJ)
José Monserrat Filho (MCT)

18/11 – 3 a feira – 13:30 às 15:30h
Redes de conhecimento e novos formatos institucionais na cooperação internacional em C&T
Hernan Chaimovich (USP)
Manuel Heitor (Secretaria de C&T e Ensino Superior de Portugal)
Luís Manuel Rebelo Fernandes (Finep)

18/11 – 3 a feira – 16:00 às 18:00h
Obstáculos e oportunidades à circulação do conhecimento na cooperação internacional
Carlos Correa (Universidad Autonoma de Buenos Aires)
Ronaldo Fiani (UFRJ)
Otávio Guilherme Cardoso Alves Velho (SBPC)

19/11 – 4 a feira – 9:00 às 12:00h
Cooperação internacional em C&T e o desafio do desenvolvimento sustentável
Gilberto Gallopín (Initiative on Science and Technology for Sustainability - ISTS)
Bertha K. Becker (UFRJ)
Roberto Smeraldi (Amigos da Terra)
Jacob Palis Júnior (ABC)

19/11 – 4 a feira – 13:30 às 15:30h
Políticas e estratégias na cooperação internacional em C&T: panorama atual e perspectivas futuras
Zhengzhong Xu (China National Academy of Nanotechnology and Engineering)
Annalisa Primi (Cepal)
Stefan Michalowski (OECD)
Wrana Panizzi (CNPq)

Haverá ainda uma sessão final de resumo, conclusões e recomendações, das 16:00 às 18:00h, na qual os relatores apresentarão um resumo de cada painel. O chefe da Assessoria Internacional da ABC, Paulo de Góes Filho, será o relator do painel 5, sobre Políticas e Estratégias na Cooperação de C&T.

Estão previstas, na sessão de abertura do evento, as presenças do ministro da C&T, Sergio Rezende; do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim; do secretário-executivo do MCT, Luiz Antonio Elias; e da presidente do CGEE, Lucia Melo. Também é esperada a presença do diretor-executivo da Academia de Ciências dos Países em Desenvolvimento (TWAS), Mohamed H. A. Hassan. O encerramento do workshop ficará a cargo de José Monserrat Filho, do MCT, e Antonio Carlos Filgueira Galvão, diretor do CGEE.

Mais informações sobre o evento podem ser obtidas com Rita Assunção, pelo e-mail rassuncao@cgee.org.br ou pelo telefone (61) 3424-9634.

(JC e-mail 3638, 10/11)
 
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Workshop Brasil-Índia sobre Doenças Infecciosas


A ABC promoveu workshop sobre doenças infecciosas, dentro do acordo Brasil-Índia firmado pelos respectivos Ministérios da C&T, representando os governos dos dois países. O evento ocorreu na sede da ABC, entre 3 e 5/11, e contou com 18 cientistas brasileiros e oito indianos discutindo a situação da Aids, tuberculose, lepra, malária e leishmaniose nos dois países.

   O workshop foi aberto pelo presidente da Academia Brasileira de Ciência (ABC), Jacob Palis, que deu as boas-vindas aos participantes, especialmente aos cientistas indianos presentes, além de destacar a importância da cooperação Brasil-Índia. Em seguida os coordenadores do evento – o Prof. M.R.S. Rao (pelo lado indiano) e o Acadêmico Eloi S. Garcia (pelo lado brasileiro) - apresentaram a proposta da reunião. A idéia é que cada um dos grupos estabelecidos discutisse o “estado da arte” em seu país da Aids, tuberculose, lepra, malária e leishmaniose – doenças infecciosas cujo estudo foi definido como prioritário por ambos os países e aprovado na reunião Brasil-Índia realizada na ABC em 2006.


M.R.S.Rao e Eloi Garcia

  

Dezoito cientistas brasileiros e oito pesquisadores indianos apresentaram suas conferências, e os grupos se reuniram no final de cada tarde para elaboração de um documento, atualizando as prioridades debatidas nos projetos definidos na reunião de janeiro de 2008 em Bangalore, na Índia.

O organizador brasileiro do evento, Eloi Garcia, considera que as doenças discutidas são de alta prevalência e altamente endêmicas nos dois países. Para ele, os pontos principais de discussão envolvem novos fármacos mais eficazes e mais baratos que possam controlar essas cinco doenças; novos métodos de diagnóstico mais rápidos e específicos para estas doenças e, em terceiro lugar, a possibilidade de desenvolvimento de vacinas.


  

“Este evento marca o início de um processo de cooperação. O Brasil e a Índia tem pouca cooperação científica, esse programa da ABC está criando uma movimentação no sentido de aproximação e crescimento da interação entre os dois países”, disse o Acadêmico Wanderley de Souza, que coordenou a área de malária e leishmaniose. Nessa área, foram definidos ao final da reunião quatro projetos conjuntos.

Para Eloi Garcia, esse se tornará um mega-projeto que envolverá não só o intercâmbio de pesquisadores como também o desenvolvimento de tecnologias. “A Índia é um país que está num nível de desenvolvimento científico muito parecido com o Brasil”.

 

  

O Acadêmico Manoel Barral-Neto avalia que os dois países têm apresentado uma expansão recente na atuação científica, apresentam algumas similaridades e, principalmente, algumas complementaridades na abordagem, o que pode ser bastante útil aproximar para estimular projetos em conjunto.

Para Barral-Netto, indianos e brasileiros são culturalmente muito diferentes, mas ao mesmo tempo são povos que não têm muita animosidade, o que torna a aproximação mais fácil. “O Brasil e a Índia têm uma série de doenças em comum, e nós decidimos começar a cooperação pelas doenças dos pobres. Temos muito que trocar”.

Wanderley de Souza explica que na reunião de 2006 foram identificados focos iniciais, o que levou à elaboração de um projeto e um levantamento dos recursos necessários. Ambos foram submetidos à reunião de cúpula Brasil-Índia e foram aprovados. “Hoje nós já temos um texto e recursos financeiros aprovados, de modo que essa segunda reunião já permite um planejamento mais efetivo para o início do ano que vem.”

Segundo Wanderley, alguns dos projetos aprovados neste encontro visam ao desenvolvimento de medicamentos para malária, leishmaniose e toxoplasmose. Outros três enfocam a área básica, visando a uma melhor compreensão de como é exercida a ação parasitária. O Acadêmico considerou o resultado do evento muito positivo e afirmou que em meados de março a Índia já estará recebendo um grupo de estudantes brasileiros no âmbito do projeto.

O grupo de leishmania, ao qual pertencia o Prof. Barral, apresentou idéias que ainda não foram publicadas. “Numa reunião deste tipo, a gente pode ver o que ainda está em andamento nos laboratórios. Isso permite que a colaboração comece nessa fase, o que possibilita propostas de projetos em conjunto. Se somarmos nossas competências, temos a chance de sermos mais competitivos internacionalmente”, explicou. Sendo o único grupo que ainda não tinha um projeto de pesquisa bilateral, decidiu elaborar um documento de imediato e enviá-lo, o mais rápido possível, a ABC e ao Department of Science and Technology (DST) da Índia.

O grupo de pesquisadores indianos informou que o DST já aprovou três projetos colaborativos: HIV/Aids, tuberculose e parasitologia (malária e leishmaniose) e está para avaliar o projeto sobre a investigação de lepra. No entanto, enfatizaram que os recursos financeiros indianos somente serão liberados quando o Brasil também aprovar os projetos solicitados pelos cientistas brasileiros.

A reunião foi elogiada por todos os participantes e apresentadores, que destacaram o alto nível científico dos debates ocorridos e principalmente o foco dado a cada uma das doenças. Na reunião de encerramento do workshop, os participantes manifestaram a importância da parceria Brasil-Índia e a relevância dos projetos colaborativos, totalmente diferentes aos dos outros programas já existentes no CNPq, que enfocam a relação pesquisador-pesquisador. O evento foi encerrado com a solicitação de todos os presentes para que a ABC continue se empenhando em somar esforços para conseguir financiamentos que possibilitem o prosseguimento dessa frutífera colaboração.

(Notícias da ABC, 14/11)

 
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Workshop IANAS sobre Energia

O workshop “Toward a Sustainable Energy Future”, da Rede Interamericana de Academias de Ciências (IANAS, na sigla em inglês), realizado em Buenos Aires no período de 30 e 31 de outubro último, teve como objetivo discutir a implementação de ações práticas adequadas à realidade regional, a partir do documento lançado em agosto de 2007 pelo InterAcademy Council (IAC), intitulado Lighting the Way: Toward a Sustainable Energy Future.

Os coordenadores deste estudo foram Steven Chu (EUA), diretor do Lawrence Berkeley National Laboratory, professor de Física e de Biologia Celular e Molecular da Universidade de Califórnia, e o Acadêmico José Goldemberg, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP e membro do Projeto BASIC da University of Sussex, na Inglaterra.

O workshop IANAS foi organizado pela Academia de Ciencia Exactas, Fisicas y Naturales da Argentina (ANCEFN), contando ainda com o apoio do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva da Argentina. Participaram do evento em torno de 150 pessoas, dentre estes pesquisadores, representantes do governo e do setor privado. O evento foi aberto pelo Ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva, pelo presidente da ANCEFN e pelo co-presidente da IANAS e vice-presidente da ABC, Hernan Chaimovich. A conferência de abertura foi proferida pelo Acadêmico José Goldemberg.

Participaram do evento experts em energia indicados pelas Academias de Ciências pertencentes à rede e por países das Américas que não tem Academias como, por exemplo, o Haiti. Também participaram organizações multilaterais como o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, o International Development Research Centre (IDRC, Canadá) e representantes do governo da Argentina, da comunidade científica e do setor privado. Do Brasil, também proferiram conferências o Acadêmico Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, e o Professor Isaías Macedo, da Unicamp, que vem colaborando intensamente com a Academia em questões ligadas ao tema Energia.

Chaimovich destacou, dentre as conclusões do evento:

  • IANAS deve trabalhar em conjunto com a comunidade de C&T da América do Sul e Caribe, através das Academias de Ciências ou outras instituições representativas nos países que ainda não tem Academias, para dar consultoria cientificamente consistente às políticas publicas de cada Governo relativas à energia;
  • A eficiência energética, desde sua geração até o uso final, deve estar à frente da política energética;
  • O mapeamento das fontes renováveis de energia deve ser parte constitutiva da estratégia de desenvolvimento de todos os países da região;
  • Um vigoroso programa de capacitação de recursos humanos, envolvendo todos os níveis de formação, desde a escola primária até níveis avançados de formação profissional em ciências e engenharia focado em energia, deve ter início imediatamente.
  • A implementação de programas de informação e conscientização sobre o uso de energia voltados para os mais diversos segmentos sociais é essencial para comprometer os cidadãos de todos os países envolvidos;
  • Agências multilaterais - como a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Inter-American Development Bank (IADB) e o Banco Mundial - devem intensificar sua atuação no contexto da implantação de políticas energéticas e suas práticas.

A partir dessas conclusões, Chaimovich adiantou que a IANAS deverá organizar uma reunião com os presidentes de todas as Academias da América do Sul e do Caribe, bem como com representantes de países da região que não possuem Academias, para identificar mecanismos concretos de implementar as recomendações do workshop.

Pontos polêmicos

Os pontos mais polêmicos, de acordo com Chaimovich, foram referentes ao uso da energia nuclear e às políticas de biocombustíveis. “No caso nuclear houve consenso em discutir segurança das usinas e o destino final dos rejeitos, temas a serem analisados em mais profundidade pelas Academias”, disse o Acadêmico.

No caso dos biocombustíveis, Chaimovich afirmou que a postura brasileira, apresentando o programa do etanol de cana como um sucesso que está crescendo sem ameaçar a produção de alimentos, foi bem aceita. “É claro que as políticas sobre biocombustíveis devem se adaptar às realidades locais e a América do Sul é um continente diverso”, observou.

O esquema de financiamento do Banco Mundial para novas tecnologias referentes a fontes renováveis de energia também foi objeto de discussão, ficando o Banco de reavaliar os caminhos atuais a esse respeito.

O mais importante, para Chaimovich, é que a IANAS foi a primeira rede de Academias do mundo a realizar um workshop com o propósito de propor ações práticas de implementação das recomendações de estudos do IAC. Todos os participantes acharam o encontro produtivo, e suas conclusões serão publicadas em relatório num breve horizonte de tempo. “A ABC, através da IANAS, construiu mais um referencial para as Academias do mundo”, concluiu o vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências e o co-presidente da IANAS.

(Notícias da ABC, 17/11)

 
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Prêmio L'Oréal Unesco For Women in Science 2009

Aproveitando o Dia Mundial da Ciência, em 10/11, o júri do Prêmio L'Oréal-Unesco para Mulheres na Ciência anunciou os nomes das cinco excepcionais pesquisadoras de todo o mundo que receberão o prêmio em 2009, cujo tema foram as Ciências Físicas.

As candidatas foram indicadas através de uma rede de aproximadamente mil membros da comunidade científica internacional. Com diversidade de origens, determinadas por natureza e extraordinárias intelectualmente, as premiadas de 2009 refletem bem o objetivo do programa: mudar a cara da Ciência e apoiar o avanço das mulheres nesta atividade.

Entre as cinco premiadas de 2009 está a Acadêmica Beatriz Barbuy, professora do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), por seu trabalho sobre a vida das estrelas, desde o nascimento do Universo até o tempo atual.

Beatriz Barbuy recebeu em 2008 o Trieste Science Prize, prêmio de maior destaque da Academia de Ciências do Mundo em Desenvolvimento (TWAS). Além de pertencer aos quadros da ABC, ela também é membro da Academia Francesa de Ciências.

Antes dela, receberam o prêmio as Acadêmicas Belita Koiller (2005), Lucia Previato (2004) e Mayana Zatz (2001). A cerimônia de premiação será em 5 de março de 2009, na sede da Unesco, em Paris. Cada premiada receberá 100 mil dólares em reconhecimento a sua contribuição para Ciência.

(Notícias da ABC, com dados do site da Unesco e da L'Oréal)

 
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Obituário da Acadêmica Theresa Kipnis

O Acadêmico Wilmar Dias da Silva, marido da Profª Thereza Kipnis, enviou às Notícias da ABC texto escrito pelo Prof. Alan Sher, chefe do Laboratório de Doenças Parasitológicas do National Institute of Allergy and Infectious Diseases, em Bethesda, Maryland, referente ao falecimento da Acadêmica:

“Foi com muita tristeza que ficamos sabemos da morte de nossa querida amiga Thereza Kipnis. Thereza foi uma mulher extraordinária, com muita coragem pessoal, devoção ilimitada à sua família, aos amigos e colegas, e através de seus incansáveis esforços expandiu a reputação da Imunologia brasileira no Brasil e no exterior.

Thereza passou um período sabático em meu primeiro laboratório, em Harvard, no final da década de 1970, onde desenvolveu um trabalho pioneiro sobre os mecanismos de evasão do T. cruzi à ação lítica do sistema complemento. Thereza foi a primeira brasileira que conheci pessoalmente, e foi ela que me introduziu à ciência brasileira, à cultura brasileira e ao espírito brasileiro, único. Isto foi um presente maravilhoso, pois desde então eu considero o Brasil como minha segunda casa, e desenvolvi extensos laços com a comunidade de imunólogos brasileiros. Mais importante, Thereza, Wilmar e sua família tornaram-se meus amigos queridos e devotados, assim como de minha esposa Stephanie e de nossas filhas. O calor pessoal de Thereza, sua sensibilidade e lealdade durante esses 30 longos anos de amizade foram, para nós, uma dádiva especial.

Thereza foi ao mesmo tempo uma ‘scholar' e uma formidável fomentadora da Imunologia brasileira. Ele parecia conhecer cada um dos membros da comunidade e o trabalho que estavam desenvolvendo em grandes detalhes, e era mestre em construir pontes entre diferentes laboratórios, tanto entre grupos brasileiros, quanto com grupos nos EUA e Europa. Ela o fez, principalmente, através da recomendação de estudantes talentosos, muito deles seus próprios, para visitas e bolsas no exterior. Seu orgulho nos jovens talentos de seu país era exuberante e ajudou a estabelecer uma rede científica entre imunólogos brasileiros e ‘gringos' que continua florescendo nos dias de hoje. Ela também será lembrada como uma professora dedicada, que se envolvia intensamente tanto nas carreiras, quanto nas vidas de seus estudantes.

A comunidade brasileira de Imunologia perdeu uma de suas melhores cidadãs, e eu e muitos de vocês uma inestimável amiga. Eu sinto muito em não poder estar com vocês e participar pessoalmente deste tributo a essa mulher muito especial.”

A Academia lamenta profundamente o falecimento da Profª Thereza Kipnis e presta seus cumprimentos à família.

 
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Mudança do clima, Estado e Prêmio Nobel


O Acadêmico Luiz Pinguelli Rosa, físico e diretor da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), ex-presidente da Eletrobrás (2003-2004), publicou o seguinte artigo na Folha de S.Paulo, em 11/11:

“Qualquer teoria é refutável, caso contrário, ela não é científica, segundo o filósofo da ciência Karl Popper. Mas o artigo de José Carlos Azevedo na Folha de 13/10 (‘Qual temperatura?') cita o presidente da República Tcheca, que não tem base para refutar o aquecimento da Terra devido à emissão de gases para a atmosfera, como o CO 2 da combustão de carvão, petróleo e gás natural.

O presidente tcheco, cristão-novo convertido ao capitalismo, ataca os ambientalistas em nome do mercado livre, que conduziu o mundo à crise financeira desencadeada nos EUA.

Paul Krugman, Nobel de Economia de 2008, critica essa ideologia. O controle da poluição também exige intervenção do Estado para regular a produção e o desperdício das camadas de maior renda. A Convenção do Clima da ONU foi ratificada pela quase totalidade dos Estados, mas o neoliberalismo radical de Bush o levou a não ratificar o Protocolo de Kyoto.

A relação que o artigo faz entre a origem do movimento ambientalista e o Estado nazista, com o argumento de que a expressão ‘meio ambiente' foi usada por um biólogo que era nazista, é ilógica. Seria o mesmo que associar ao nazismo as relações de incerteza da mecânica quântica só porque Heisenberg, que as formulou em 1927, tornou-se depois diretor de pesquisas no governo Hitler.

Azevedo considera o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês) menos autorizado cientificamente que um grupo dissidente nos EUA. Entretanto, entre os autores do último relatório do IPCC está o Nobel de Química de 1995, Mário Molina, que convidei pouco antes de ser premiado pela teoria sobre os buracos na camada de ozônio no topo da atmosfera para um seminário no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ.

Os dissidentes atribuem o aquecimento global aos raios cósmicos e à atividade solar. Mas isso está considerado no 4º Relatório do IPCC, de 2007, como efeitos naturais, que não explicam quantitativamente a temperatura da Terra sem incluir a contribuição humana. Como não podemos controlar fenômenos naturais, nos resta controlar os sociais, pelo princípio de precaução.

O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas contribui para a formulação de um plano de ação do governo, que inclui a redução do desmatamento, a maior fonte de CO2 no Brasil. Já para reduzir a atividade solar, não há o que fazer.

O artigo diz que efeitos naturais explicam o aquecimento global, mas afirma que não há como computar nem como medir a temperatura média da Terra. Ora, o que explicam, se nada pode ser previsto?

Embora a previsão do tempo só possa ser feita com margem de erro aceitável por curtos períodos, o estudo do clima não se confunde com a previsão meteorológica. Ele trata de médias estatísticas dos comportamentos possíveis da atmosfera em longos períodos, apesar de o tempo em um dia determinado ser imprevisível após poucas semanas, pois a atmosfera é um sistema caótico. O caos determinista, verificado por Lorenz nos anos 1960 na computação para a previsão do tempo, foi teorizado por Poincaré há mais de um século.

É complicada a determinação da temperatura média da Terra, e o artigo de Azevedo a ironiza ao falar no número de telefone médio, somando todos os números de um catálogo telefônico e dividindo a soma pela quantidade de telefones catalogados.

Isso não significa nada. Entretanto, podemos tomar os quatro primeiros dígitos, que codificam as estações por bairros. Se tomarmos telefones de duas estações do Rio - 2294 (Leblon) e 2596 (Engenho de Dentro) - e calcularmos a média somando todos os códigos dessas duas estações na lista, se ela for menor que (2294 + 2596)/2 = 2.445, então há mais telefones (fixos) na estação do Leblon do que na do Engenho de Dentro. Nesse caso, sim, a média dá uma informação.

A base da teoria do efeito estufa vem de Fourier, em 1824, e Arrhenius, em 1895. Sem ele, a Terra seria muito fria, logo foi benéfico à vida.

Mas o alto consumo de combustíveis fósseis tem aumentado a concentração de CO2 na atmosfera e o degelo de geleiras perenes indica que a intensificação do aquecimento global tornou-se maléfica. “

 
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Acadêmico novamente na direção do CBPF


Após quatro anos na direção do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), o Acadêmico Ricardo Galvão renovou seu mandato à frente da instituição nesta quinta-feira, 6 de novembro, ressaltando a necessidade de o CBPF expandir sua infra-estrutura e quadro de efetivos, para que possa adquirir alcance nacional. A solenidade de posse contou com a presença do ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende.

Durante a cerimônia de posse, Ricardo Galvão agradeceu aos colegas pela acolhida que recebeu no CBPF. Professor titular da USP, Galvão assumiu a direção da instituição em 2004, sendo o primeiro dirigente do CBPF a ser escolhido através do processo de comitê de busca do MCT.

"O êxito de qualquer administração depende fundamentalmente de uma interação harmoniosa entre dirigente e corpo técnico científico", afirmou o diretor. "O dia de hoje é principalmente um dia de emocionado agradecimento e de renovação de esperança", completou.

(com dados do JC e-mail 3637, 7/11)

 
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Desvendando o percurso intracelular das proteínas


O Acadêmico Wanderley de Souza, também membro da Academia Nacional de Medicina, professor titular da UFRJ e diretor de Programas do Inmetro, publicou o seguinte artigo no Monitor Mercantil de 10/11:

“As proteínas constituem componentes-chave da vida. É sua organização espacial e a capacidade de interagir entre si e com outras macromoléculas que conferem a forma da célula e das estruturas sub-celulares. Por outro lado, muitas proteínas são capazes de catalisar a transformação de uma substância em outra exercendo, nestes casos, uma atividade designada como enzimática.

Todas as proteínas são sintetizadas no interior da célula, Sua síntese se dá graças à existência de uma informação contida nas moléculas dos ácidos nucléicos, componentes indispensáveis da vida.

O entendimento do processo de codificação existente na molécula do ácido nucléico (DNA), como esta codificação é transcrita e a implementação do processo de síntese de proteínas tem sido responsável pelos grandes avanços da biologia contemporânea. É significativo o número de pesquisadores que receberam o Prêmio Nobel, reconhecimento maior da sociedade pelo trabalho de um pesquisador, por terem desvendado detalhes do processo que leva à síntese de proteínas.

Os estudos mais recentes em que se procura identificar todas as proteínas de uma célula apontam para existência de milhares de proteínas diferentes. Cada uma tem uma localização específica, posicionando-se no local correto para execução da função que lhe foi atribuída. Como traçar o percurso de cada proteína? Este foi um desafio quase que intransponível ao longo de vários anos.

Uma das mais importantes abordagens teve início em 1962, quando o pesquisador japonês Osamu Shimomura e sua equipe, trabalhando no Laboratório de Biologia Marinha de Woods Hole, nos Estados Unidos, descobriram na água viva (Aequorea Victoria) a existência de uma proteína naturalmente fluorescente. Esta proteína ficou conhecida pelos biólogos celulares como proteína fluorescente verde (green fluorescent protei n, abreviada como GFP).

Logo a seguir, os trabalhos de Douglas Prasher e colaboradores, desenvolvidos em 1992 na mesma instituição, levaram à clonagem do gene que codifica esta proteína. Este grupo teve dificuldades em conseguir financiamento para dar continuidade ao trabalho. No entanto, em colaboração com o grupo liderado por Martin Chalfie, da Universidade de Columbia, Estados Unidos, foi possível inserir este gene em uma outra célula.

Dessa maneira foi possível fazer com que esta célula ao sintetizar uma outra proteína de interesse fizesse com que esta proteína estivesse unida a GFP. Posteriormente, um trabalho de engenharia genética conduzido pelo grupo liderado por Roger Tsien, da Universidade da Califórnia em San Diego, permitiu aperfeiçoar as características espectrais da GFP tornando a fluorescência emitida mais intensa e mais estável. Estudos subseqüentes levaram à obtenção de fluorescência de diferentes cores.

Este truque experimental, publicado em 1994 e aperfeiçoado nos anos subseqüentes, abriu a possibilidade de se analisar o destino intracelular das mais diferentes proteínas sintetizadas por células normais e células alteradas.

Podemos mesmo afirmar que o uso do GFP e de moléculas semelhantes transformaram a Biologia Celular no que se refere ao acompanhamento em tempo real do processo de síntese e direcionamento das mais variadas proteínas.

Por tudo isto, não houve nenhuma surpresa ao se anunciar há alguns dias o Prêmio Nobel para Osamu Shimomura, Martin Chalfie e Roger Tsien. Se surpresa houve, foi quanto à área escolhida pelo comitê. Confesso que se esperava o Prêmio para a área da Medicina e este foi concedido na área da Química, o que é mais uma evidência da interdisciplinaridade da Ciência contemporânea.

 
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Oito anos do Portal de Periódicos da Capes


No dia 11/11, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes /MEC) comemora o oitavo ano do Portal de Periódicos. O evento aconteceu no auditório do Ministério da Educação em Brasília e contou com a presença do ministro da Educação, Fernando Haddad, do presidente da Capes, Jorge Guimarães, secretários do MEC, autoridades do Ministério da Ciência e Tecnologia e o diretor da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, Nelson Simões.

Durante o evento foram assinados os contratos dos novos conteúdos que vão integrar o Portal em 2009. Também foram assinadas as renovações dos contratos com os editores que já participam do Portal. Ao todo, estavam presentes 25 representantes de editoras internacionais.

A Capes também anunciou o lançamento oficial do Projeto de Atualização Funcional e Tecnológica do Portal de Periódicos. A iniciativa se deu em parceria com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Dentre as mudanças previstas no projeto estão a reformulação da página do Portal de Periódicos e o desenvolvimento de um metabuscador, capaz de realizar consultas simultâneas às diferentes bases de dados que integram o Portal. Essas inovações vão simplificar e ampliar o trabalho de pesquisa feito pelo usuário final, além de permitir à Capes melhorar o gerenciamento dos recursos do Portal.

Foram ainda anunciadas várias novidades que vão ser disponibilizadas aos usuários do Portal em 2009. Dentre elas estão a ampliação do número de instituições que acessam as bases já contratadas pela Capes, o lançamento de uma web TV para o treinamento de usuários e a criação do Prêmio Emerald, Prêmio Thomsom Reuters de Produtividade e Impacto Científico e do Prêmio Capes de Melhor Projeto de Divulgação do Portal de Periódicos.

Sobre o Portal de Periódicos

O Portal de Periódicos da Capes oferece acesso gratuito, pela Internet, aos textos completos de artigos de periódicos eletrônicos. Atualmente, existem mais de 12 mil títulos em texto completo, 1 26 bases referenciais disponíveis e seis bases dedicadas exclusivamente a patentes disponíveis. O conteúdo abrange todas as áreas do conhecimento e é utilizado por pesquisadores de 194 instituições de pesquisa e ensino superior no Brasil. Só no ano passado, foram acessados, por meio do Portal de Periódicos, cerca de 18 milhões de textos completos.

(Assessoria de Comunicação da Capes)

 
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